Nas ruas de Argel, as jacarandás florescem como estilhaços de memória. Seguindo o jogo de pistas deixado pelo seu pai Ameziane, escritor fascinado por essas árvores de flores roxas, o cineasta Hassen Ferhani percorre a cidade, explorando a transmissão, o amor e o próprio acto de olhar. Ao ritmo das deambulações, de entrevistas, de arquivos e de páginas de romance, as árvores tornam-se cúmplices de uma investigação ao mesmo tempo concreta e simbólica, em que escrever, filmar e escolher a beleza são actos de resistência. De jacarandá em jacarandá, o filme procura menos respostas definitivas do que uma forma de ver o mundo, uma disposição renovada para se surpreender com Argel, com os seus detalhes e com aqueles que a habitam. Alea Jacarandas compõe assim um retrato íntimo de um pai, de uma cidade e de um gesto de cinema que transforma a ausência em força vital.
Com: Hassen Ferhani, Ameziane Ferhani
argumento: Hassen Ferhani, Ameziane Ferhani, Juliette Flamant
imagem: Hassen Ferhani
montagem: Léa Chatauret, Rodolphe Molla
som: Hocine Mellal, Karim Moussaoui, Lamine Bouaziz
música: Hakim Hamadouche
produção: Eugénie Michel-Villette, Les Films du Bilboquet, Oualid Baha, Tact production, Hassen Ferhani, Karim Moussaoui